segunda-feira, 23 de julho de 2018

Eleições batendo as portas

Eleições batendo as portas.
Depois de tantas chibatadas no lombo do brasileiro  vem ai mais uma oportunidade para ele mudar  o velho sistema de escolha dos seus representantes e governantes . Mas nada vai mudar, não agora!                                                                                                                                                                                                                                                                 
Acompanho politica desde muito jovem e até hoje não vi mudanças significativas no perfil do eleitor brasileiro que permanece alienado, com raras exceções. Uma ou outra vez em algum ato são capazes de ensaiar uma reação que não vai além daquela performance para a mídia e  poses para suas redes sociais ou para defender interesses próprios.                                   
Os nomes de candidatos começaram a surgir, é assustador. Novas roupagens nos velhos e ultrapassados discursos do,  “ vou fazer...”, “vou mudar...”.  E lá, de plateia, de papagaio de pirata os mesmos aproveitadores e sanguessugas que vivem de governo em governo, batendo palmas. Nada de novo no velho curral eleitoral brasileiro.                                                       
Mas a chiadeira é geral, ninguém está contente com os governantes, em todos os níveis, nem com a classe política já completamente desmoralizada. Foram anos e anos de gestões desastrosas com consequências graves na vida do cidadão brasileiro.  E novamente uma oportunidade de mudanças será oferecida ao eleitor, que, diferente do eleitor de alguns anos atrás, não pode alegar falta de informação, com tantas disponíveis, literalmente em suas mãos, basta um toque para acessá-las em seus smartfones ou Tvs. Mas tudo será como antes, o voto será dado pelos mesmos motivos de sempre, é da índole do brasileiro.                                                                                                                                                                                 
Vejam só o poder que o voto tem e do estrago que pode causar para uma nação: começando da  Era Sarney, ( Tancredo foi eleito e ele assume sem os compromissos de campanha e fez o que fez, ),  depois Collor, eleito com voto popular e deposto sem terminar o mandato, (pula FHC e Lula – que concluíram com razoável aprovação)  e vamos aos exemplos da Era Dilma e Temer,  o prejuízo  é irreparável. Sem politicas públicas, sem investimento em educação, “mais da metade do eleitorado (54%) nem sequer chegou a terminar o primeiro grau – na melhor das hipóteses. São mais de 72 milhões de eleitores dos quais se pode presumir que tenham ínfima ou nenhuma capacidade de formar juízo sobre as grandes questões nacionais que estão em jogo numa sucessão presidencial. Não é por outra razão que as campanhas se limitam a tangenciá-las. Predomina o repertório de promessas em torno das necessidades elementares da população. No conteúdo e na linguagem, a pauta da disputa se orienta pelo mínimo denominador comum, reduzida à alternativa manter ou mudar.” (Estadão).                               
Muitos já sentem na própria pele as consequências dos seus atos na hora do voto, há uma onda pelo voto consciente mas ainda, com otimismo,  vamos aguardar uma ou duas gerações para que efetivamente haja mudanças,  até lá temos que conviver com esse modelo do toma lá, da cá.  Há esperanças!

Hugo Taques - Historiador e fotógrafo

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