domingo, 10 de julho de 2011

Domingo no Circo

Neste domingo a tarde fomos ao circo.
Trabalhei num evento no sábado a noite e, no domingo pela manhã e metade da tarde, fiz um trabalho autoral de uma série que publicarei em breve denominado "bicho do mato'' em parceria com o maquiador Alex Cerqueira, modelos e atrizes alagoanas.
Quando fui pegar a Nicole na casa da vó, ela pediu para ir ao circo. Um carro de som passou na rua anunciando a estréia junto com os palhaços e malabaristas, ela se encantou, nunca tinha ido a um. 
Mesmo cansado fomos à estreia.
É um desses circos decadentes, com uma pequena trupe que viaja pelo pais com  toscos espetáculos e sem   atrações que valham a pena pagar o preço cobrado. Para uma seção infantil onde o palhaço deveria ser a grande sensação, deu pena. Brincadeiras sem  nenhuma criatividade, cansativa e inadequada para o público.
A todo instante anunciavam a seção noturna com "mais atrações, mais completa"  
e o preço era  mesmo,  pagamos para assistir um show incompleto. 
Na metade da seção Nicole começou ficar impaciente e eu também. 
O globo da morte só tinha uma moto. Que graça tem?
Há anos eu não ia ao  circo, fui muitas vezes, gostava mais que cinema, foi na  época que tinham representações teatrais, mágicos e ilusionistas, os trapezistas, os bichos eram uma atração a parte,  os leões, elefantes, tigres, macacos, cavalos adestrados e tantas outras fantásticas, era uma alegria  quando chegava um  circo na cidade. 
O palhaço então, era o mais esperado.  
Gostava de sentar na arquibancada. Sempre levava dinheiro da pipoca e caramelos. 
Era um dia especial, preparava desde cedo, passava o dia ansioso. 
Tenho muitas histórias pra contar sobre os circos.
Entrou em decadência, proibiram os shows com animais ( concordo até certo ponto, muitos eram maltratados),  acabaram políticas públicas de incentivo à cultura circense, as grandes companhias faliram e assim foi, restaram  apenas uns apaixonados que resistem e sonham com dias melhores para o grande picadeiro.
Mas gostei, passou um filme em minha cabeça, rimos das piadas  sem graças do palhaço, vibramos com o malabarista na corda bamba e com o outro que  repetiu no chão os mesmos malabrismos, com o  equilibrista, com as moças da "caixa misteriosa", e com o esquisito  "homem de quatro pernas"  que usa uma moto serra para cortá-las, tremendo mau gosto o show dele. 
Mesmo assim  entramos  no pique do espetáculo e curtimos todos, Eu,  Dênia e Nicole, um dia com a família reunida em um evento cultural para nossa pequena. Pelo menos não fomos ao Shopping por falta de opção.
É proibido fotografar/filmar, como eu estava com a minha câmera a tira colo - não deixei no carro com medo de ser roubada-,  desliguei o flash e fiz essas imagens.
Curtam!
      















































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